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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Temaki Box

O Temaki Box é um lugar que sempre me chamou a atenção quando passava em sua frente: as luzes rosas do ambiente estreito e aparenemente muito bem decorado puxavam meu olhar. Finalmente, duas semanas atrás, fui lá conhecer apropriadamente o Temaki Box. Gostei tanto que essa resenha aqui já traz impressões de duas visitas.


Quem é de Salvador bem sabe que a temakitização do paladar e da diversão soteropolitana é uma realidade há mais de dois anos. Dezenas e dezenas de temakerias surgiram, abriram, fecharam e algumas vingaram e se mantêm fortes. A influência dos temakis já fez surgir também as diversas pizza cone e até os curiosos tacomacks (sic). Algumas temakerias oferecem solução fácil aos soteropolitanos, associando nomes "locais" ou "corriqueiros" aos sabores dos temakis. Uma inventou nomes como Nanda e Binho, outro usou nomes de ídolos do axé...

O Temaki Box passa muito longe de ser tradicional, ao ter um estilo pop e contemporâneo, mas não apela pra soluções e adaptações fáceis. Oferta de comidinhas e bebidinhas, decoração, layout do cardápio, mobiliário, talheres, embalagens, iluminação: tudo aparentemente escolhido a dedo e produzido com muita competência.


Os temakis básicos variam de preço de r$7,90 (Kani) a r$10,50 (Shimeki ou Shitake), entre oito sabores. A adição de cebolinha pode ser feita em qualquer temaki e sem custo adicional (adoro cebolinha!).



As duplas de sushi okonomi variam de preço. Os seis sabores variam de preço do salmão skin (r$5,90) ao Polvo, por r$8,90. Ficam mais em conta as 08 peças de Urumaki Salmão skin (r$13,90) ou Philadelphia (r$15,90). Aprovei o urumaki califórnia (r$14,90).

O sakê nacional fica por r$8,90. Stella Artois (r$5,60), Bohemia (r$4,30) e Skol (r$4,30) são as long necks disponíveis. O chopp Brahma claro pode vir do Garotinho (r$3,20) à Caneca (r$4,90) e vem dobrado atualmente no horário de happy hour.

O atendimento foi bom e simpático, mas da segunda vez que fui nenhuma das comidas menos tradicionais (possuem alguns quitutes tailandeses e vietnameses) estavam disponíveis. No som, ouvimos algo eletrônico e bom que não conheço, Amy Winehouse e bastante Jamiroquai. Aprovado. Soube depois que também possuem wi-fi livre para os clientes, então é mais um up. Recomendo e te vejo lá dia desses.

Temaki Box
R. Oswaldo Cruz, 319 - Rio Vermelho
71 3012 3881


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sábado, 15 de janeiro de 2011

Cien Fuegos

Mais um mexicano para quem curte pimenta, tequila e nachos. O Cien Fuegos é um bar mexicano que fica na rua . Aí está o primeiro dos problemas do local: difícil de chegar e consideravelmente isolado. É ruim para quem não está de carro e ruim por estar relativamente isolado de outros bares.

O local é muito bem decorado e relativamente extenso, composto de vários ambientes. Porém, cobram couvert para uma música de má qualidade e não coerente com o local. Tirando esse incoveniente, negociável com maior ou menor grau de compreensão dos garçons, o lugar vale a pena. Porção de Totopos com 3 molhos (salsa mexicana, guacamole e salsa santa fé) fica bem em conta por R$11,90.


As Flautas (chilli, frango ou carne desfiada) acompanhadas de salsa mexicana foram a comidinha mais gostosa da noite, por r$13,85.



Entre os drinks, provei o Screamin' Orgasm (Tequila Jose Cuervo, Amarula, Tia Maria, Amaretto e Cointreau) por r$12,90 que faz um bom papel, apesar de não fazer juz ao pretensioso nome.



Pra variar (sempre acontece comigo), não tinha Malzbier: substituí por Caracu (r$3,90) . Pra quem gosta, a Margarita Cuervo Frozen (r$7,75) estava dobrada em horário de happy hour.

Cien Fuegos
Rua Alexandre Gusmão, 60(71) 3334-7711
http://www.cienfuegosonline.com.br



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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boteco do Zé

Ah, o Rio Vermelho as vezes que por aqui passo não me cansa de pensar: "Boemia, aqui me tens de regresso"! Eternamente conhecido como o bairro mais boemio de Salvador, não poderia deixar de ser o berço dos botecos mais charmosos e descontraídos das redondezas.

E é justamente na rua Lídio Mesquita, nº 4, no Rio Vermelho que está localizado o Boteco do Zé. De simples mesmo só tem o nome, recém inaugurado, e diga-se de passagem, inaugurado às pressas para o verão baiano, o boteco é charmoso, intimista e com preço um pouco acima da média, o que a meu ver tem que ser revisto, porque pode afastar a clientela, uma vez que no momento não estão aceitando cartão de crédito.

Da estrutura pode-se dizer que é bastante satisfatória, com três ambientes diferentes, você tem a opção de ficar no mezanino com vista para o mar do largo da Dinha; a parte interna que é bastante charmosa à meia luz e decorada com antigas propagandas do Chopp Bhrama (Chopp oficial da casa); e por fim, pode optar pelo fundo do bar que tem características mais rústicas em comparação às demais áreas.

O cardápio apesar de variadíssimo, é o único ponto e contraponto do local, pelos seguintes motivos. O contraponto é aquestão do preço ser acima da média e a não aceitação de cartão de crédito, já citada no início. Ser caro aqui em Salvador é comum em lugares já conhecido e que aceitam todos os cartões da praça. Bato nessa questão, porque hoje em dia isso pode ser fator decisivo na escolha do local. O ponto, fica por conta da grande variedade de pratos com frutos domar e também as variações da marca Bohemia, que pode ser encontrada da mais forte e escura até a normal, a Antarctica Original e também cervejas estrangeiras como Stella Artois e Heineken.

Pra fechar, indico o tira gosto de catado de siri ao molho vinagrete, servido com pão (aprox. R$ 23,00) acompanhado da Antarctica Original (aprox. R$ 9,00) fica uma maravilha. O prato serve bem para quatro pessoas baterem um papo descontraído e apreciar o maravilhoso clima da boemia da cidade.




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domingo, 5 de dezembro de 2010

Me Gusta

Coerência é algo que sempre achei importante em restaurantes temáticos ou de cozinhas de países específicos. Por exemplo: japoneses, mexicanos, italianos, tortillerias etc. Coerência envolve música e também envolve cenário, dinâmica de serviços e, é claro, as comidinhas e bebidinhas. Como fã de tequilas e pimenta que sou, sempre achei muito triste ir pra bares e restaurantes mexicanos e ouvir Rihanna, Lady Gaga, Beyoncé, Ivete Sangalo, sertanejo e afins. Em relação à coerência no quesito "comidas" uma das coisas mais estranhas que já vi foi o Empada Brasil da Barra começar a vender comida japonesa (temos aqui na cidade uma 'febre' de temakerias). Dois meses depois, fechou as portas. Talvez tenha sido este o motivo ou, mais provavelmente, foi uma medida desesperada pra tentar se manter.


O Me Gusta, na única vez que fui, me ganhou quando eu ainda estava entrando. Foi o primeiro (acreditem) bar mexicano que fui que só tocou música do país. A decoração do lugar é bem legal e o atendimento idem. Para retomar o conceito de coerência, entretanto, o restaurante ousou um pouco demais. Os tacomacks (r$5,99) são, como as "pizza em cone" ou "koni pizza", um arremedo frankenstein de outros tipos de comida pra atender (supostas) demandas da temakitização do paladar dos soteropolitanos.
Em oito sabores, o negócio pinga de queijo e gordura. E é feio pra caramba. Mas vamos dizer a verdade: é delicioso. Se você não deseja viver até os 80, prove.

Como prato principal, provamos a Calzada, cesta crocante recheada com uma salada de frango grelhado, alface americana, tomate, cenoura, manga, pimenta (bastante! não acredite no "suave" no cardápio), milho e molho. Custa 15,50 reais e vale a pena, é deliciosa.


Pra finalizar, a sobremesa O Mexicano (r$10,50) é uma tortilha flambada com tequila e açúcar, recheada com chocolate, coco ralado, morango ou doce de banana mexicano e acompanhada de sorvete.


O Me Gusta foi aprovado. É no Rio Vermelho, mas em uma rua mais interna. A localização não é das melhores, mas vale a visita. Veja onde fica:



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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Botequim São Jorge

O Botequim São Jorge tem o famoso formato carioca: muito samba, muitas opções de comida, cervejas e roskas geladas, clima boêmio, garçons com chapeuzinhos panamás, e por aí vai.

A casa localizada no Rio Vermelho concorre fervorosamente com tantos outros botecos, bares e restaurantes de todas as naturezas, tentando cada um da sua forma, num dos metros quadrados mais disputados, chamar a atenção do sofisticado e exigente público frequentador do bairro mais boêmio da cidade de Salvador. Mas por que você deve conhecer o então falado Botequim São Jorge?

Bem, como boa frequentadora de bares, botequins, botecos e afins em minhas aventuranças pela cidade, posso apontar pontos positivos e negativos, mas que no final lhe farão ter vontade de, sim, se jogar num momento qualquer para conhecê-lo.

O Botequim S. J. tem duas entradas, tornando o acesso ao estabelecimento bem fácil. Se escolher entrar pela Rua Criso Pedro Luiz (frente do Botequim) avistará mesinhas de madeira - clássicas de botecos carioca -, gritantes paredes amarelas 'riscadas' (com recadinhos de personagens da vida boêmia, como artistas plásticos, cantores e personalidades) e também um mini-palco, onde acontecem os badalados shows de Samba, que acontecem sempre com diferentes variações, com a preferência de artistas locais em ascensão. Mas, se preferir entrar pelo lado de cá, pela Rua Borges Reis (fundo do Botequim, quer dizer, depende do ponto de vista.) encontrará as mesmas mesinhas de madeira, mas também sentirá todas as vibrações que carregam o nome do lugar, ornamentado com figuras do Santo 'Jorge' Guerreiro espalhadas pelo ambiente.

Quanto ao atendimento, em dias de Samba e/ou de pico, como tantos outros botequins de Salvador bem conhecidos, pode se acabar irritando um pouco com a demora no atendimento, ou com a confusão que os garçons fazem com o sistema de pedidos por fichas individuais, sistema esse que, particularmente, não gosto muito.


Comidas e bebidas são das mais variadas. Das comidas, se pode ir do queijo coalho - prato experimentado nesta última visita, que não estava tão bom assim por não ter sido servido como se é esperado, acompanhado por um bom melaço -, à pratos mais tipicamente feitos por botequins deste formato, como a famosa feijoada carioca. Das bebidas, cervejas de vários tipos, roskas pra todos os gostos, dentre outras variadas à disposição na carta da casa.

No frigir dos ovos, o Botequim São Jorge é um local conhecido, bem frequentado e que mesmo não tendo nada de muito sensacional e inovador a apresentar, continua seguindo como uma das casas de destaque no cenário boêmio da cidade.

Pra conhecer antes de ir, um tiquinho mais em: www.botequimsaojorge.com.br




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domingo, 10 de outubro de 2010

Padaria Bar


O Padaria Bar é um estabelecimento recente, que toma lugar no "Largo da Dinha". Para quem não é soteropolitano ou anda por aquelas bandas, o Largo fica no Rio Vermelho, que poderia ser chamado o bairro boêmio de Salvador. E esta região do bairro, mais especificamente, é uma das mais divertidas. Bares mais simples de vários tipos, alguns bares mais reservados, champagneria, pub, um dos acarajés mais gostosos da cidade, beiju, restaurante, apresentações pirotécnicas e agora este bar.

Seguindo a tendência "citação nostálgica", o bar utiliza alguns elementos característicos de "padaria" (sanduíches com pão francês, vitrine com salgados e doces, balcão típico...), mas em um ambiente fechado (sistema de ficha individual) e com muito patrocínio. A rigor, poderia ser mais holandês ou irlandês do que padaria: as quatro geladeiras da Heineken se impõem:


Além da Heineken 900 ml por r$9,90 (a distribuição dessa cerveja tá melhorando muito na cidade), merece destaque a oferta de chopp Heineken e Xingu (r$5,90). Bavaria Premium, Kaiser, Bavaria sem álcool pros evangélicos, Amstel, Murphy's, Edelweiss e Birra Morrett. A Heineken também oferece os kegs, a r$95,00. A oferta de sangrias e vodka também são amplas, com destaque para a Absolut, que decora as paredes do local.

Entre as comidas, diversos salgados e doces típicos de padaria para beliscar. Provamos o grupo de sanduichinhos de lombo suíno. Quatro por r$14,90:



Dos bolinhos, provamos fumeiro com banana da terra, também por r$14,90, mas não tão deliciosos quanto os sanduichinhos. Em relação à decoração dos pratos, como podem ver nas fotos, existe uma fixação por gergelins pretos:


O clima do lugar é agradável, mais reservado. Apesar da oferta de música (enfrentamos algo de axé não identificável [ruim], Jauperi [médio] e Barão Vermelho [muito ruim]) e do que estava na TV (programa esportivo), a oferta de bebidinhas e comidinhas é boa, o preço é razoável e a localização é ótima. Aprovado.


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